7 dias no mês


Sentia perfeitamente a oscilação das suas substâncias e voltou toda atenção ao próprio corpo. Influência das últimas notícias que ouvira na TV: - … a curva causada pela baixa de estrogênio e o aumento da testosterona... pico de LH, produção de sei lá o que… toda uma descrição de atividades químicas intensas, que percorrem em ciclos, os longos e efêmeros dias de nossas vidas.

Fervilhavam cócegas que podiam, muito bem, assumirem-se tesão e relaxarem lambuzadas no gozo... mas havia a tensão em outra via, contra-mão, onde toda a sensação toca o desespero do momento da explosão, do sentir-se rendido, cansado, acabado, em desconstrução!
Este momento é tão intenso, real e decisivo, que não é possível temer arrependimento por nenhuma precipitação encalorada da emoção.
Um sentir-se sufocado que denota um forte desejo de mudança, uma insatisfação… ou seria a curva?

- Esta asfixia é um não saber lidar com finais de ciclos, com a morte. A morte não é um fim, nem o abandono, a indiferença, a distância ou o esquecimento. Também não é morte reservar mágoas, dúvidas, arrependimentos. A morte é o espaço necessário para o latente romper a fina película que o separa da realidade, do crescer e florescer. Este espaço deve ser fértil, e é alimentado por quem antes o habitou.

Assim, a intuição resgata do pânico particular, usando uma lista mental crescente de aprendizados válidos durante o ciclo que chega ao fim. 

É mesmo importante ajudar essa energia a encontrar seu percurso, pois ela destrói os nervos de praticamente todo "homem fêmea".

* To-da me-ni-na tem TPM / só a bailarina que não tem *

- Por maior que seja a indisposição, é movimento, ação!...

... dizem que melhora, diz a bailarina que não tem...

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